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janeiro 2026

Iniciamos 2026 com uma verdadeira expedição pelo terroir mineiro, conectando a tradição do Triângulo às inovações das terras altas da Mantiqueira.

O Queijo Estação, da Queijaria 50, é uma obra de contemplação: maturado em caverna por 120 dias, ele desenvolve uma identidade própria que entrega mineralidade e picância ao paladar. Já o Queijo Minas Artesanal Oliveira nos apresenta a força de Araguari, combinando um aroma lácteo e herbáceo com um sabor que evolui do suave para uma persistência agradável.

Como uma verdadeira joia, o Queijo Âmbar, da Velho Pitta, traz a complexidade do leite cru de montanha, com notas frutadas e amendoadas que justificam seu nome precioso. Para fechar a seleção com frescor, o Meia Cura da Di Capre é um queijo de cabra inspirado no Caprino Romano, com massa quebradiça e textura amanteigada, perfeito para os dias de verão.

Para harmonizar com essa seleção diversa, o kit inclui uma Geleia de Tomate, que traz o contraste agridoce ideal, e o Café Brunelli, cuja torra especial é a companhia perfeita para realçar as notas lácteas e amendoadas destes queijos.

Conheça os queijos desta edição

Queijo Estação – Queijaria 50

A Queijaria 50, situada em Itanhandu, no sul de Minas Gerais, representa uma nova geração de queijarias artesanais que unem tradição, técnica e profundo respeito ao terroir da Mantiqueira. A produção tem como base o leite cru de vacas, , cujo leite denso, naturalmente mais gorduroso e rico em sólidos, permite criar queijos de textura exuberante e complexidade aromática.

O repertório de queijos da Queijaria 50 é marcado por criações autorais que reinterpretam estilos europeus sem abandonar o caráter mineiro. Entre eles estão o Brisa, o Geada e o Estação.. A maturação do queijo estação é feita em caverna, por no mínimo 120 dias. Essa maturação confere características únicas em que toda a colônia bacteriana abrigada à temperatura e umidade adequadas transformam o Estação em um queijo Mantiqueira de Minas com identidade prória, entregando mais mineralidade e picância no paladar.

Esse cuidado e domínio técnico se refletem no reconhecimento crescente que a Queijaria 50 recebeu em concursos especializados. Suas peças já foram premiadas na ExpoQueijo Araxá, conquistando medalhas de ouro em categorias técnicas, e também figuraram entre os destaques no Prêmio Queijo Brasil e no Mundial do Queijo no Brasil — eventos que avaliam textura, sabor, aroma, estrutura, equilíbrio e apresentação. Para uma queijaria relativamente jovem, o acúmulo de premiações demonstra não apenas talento, mas consistência ao longo do tempo, um dos critérios mais valorizados entre jurados e especialistas.

Além da produção, a Queijaria 50 tem contribuído para a ampliação do turismo gastronômico em Itanhandu, recebendo visitantes interessados em conhecer de perto todo o processo produtivo. Inclusive você pode se hospedar na cabana deles.

Queijo Minas Artesanal Oliveira

O Queijo Minas Artesanal produzido na região de Araguari destaca uma tradição que combina clima, solo e manejo do rebanho para criar um produto de identidade clara dentro do Triângulo Mineiro. Nessa área, a pastagem predominante e os períodos bem definidos de seca e chuva influenciam diretamente o sabor e a textura do leite, resultando em queijos com caráter marcante. A produção do queijo certificado com Selo Arte garante que a qualidade esteja presente seguindo métodos tradicionais certificados, com o uso do pingo local e o respeito às práticas artesanais de manejo, prensagem manual e maturação natural, garantindo que cada peça expresse a microflora típica da região.

Sensorialmente, o QMA Oliveira apresenta massa semi dura e coloração amarelo-palha, e que visualmente você consegue perceber o tempo de maturação com o avançar da casca. O aroma é fundamentalmente lácteo e ligeiramente amanteigado, com notas que lembram acidez presente e nuances herbais provenientes da alimentação do rebanho. No paladar, o queijo oferece sabor suave no início, que se intensifica de forma progressiva, revelando doçura sutil, toque salino moderado e persistência agradável, sempre destacando a acidez característica. A casca visualmente presente e a textura que varia de macia a levemente firme, conforme o tempo de maturação, reforçam a versatilidade do produto tanto para consumo fresco quanto para receitas que valorizam seu derretimento uniforme. O resultado é um queijo que traduz de forma plena a identidade do Triângulo Mineiro e fortalece o papel de Araguari como um importante protagonista na cena dos queijos artesanais brasileiros.

Esse queijo pode ser aproveitado de várias maneiras na cozinha, valorizando tanto preparações simples quanto receitas mais elaboradas. No dia a dia, funciona muito bem fatiado e derretido no pão de fermentação natural, acompanhado de café coado ou de uma goiabada artesanal. Em pratos quentes, seu derretimento uniforme favorece o uso em omeletes, tapiocas, tortas salgadas e gratinados leves com sabor mais marcante do que os tradicionais queijos de café da manhã. Quando maturado por mais tempo, ganha estrutura para ser servido em tábuas com mel, castanhas e frutas frescas, além de harmonizar com vinhos brancos jovens ou cervejas leves.

Queijo Ambar Velho Pitta

Produzido na Serra da Mantiqueira, em Itamonte (MG), o Queijo Âmbar é uma das joias da Queijaria Velho Pitta, conduzida por Gustavo José Pitta Pinheiro e Bianca Lamenha. Feito com leite cru de vacas holandesas criadas soltas a pasto, o Âmbar expressa com fidelidade o terroir de montanha, onde o clima e a vegetação conferem aromas e sabores únicos ao leite. Maturado entre 100 e 180 dias, apresenta textura firme, ideal para cortes precisos ou para ser ralado sobre massas e risotos. Seu sabor traz notas frutadas e amendoado, com sal equilibrado e aroma delicado, evocando a complexidade dos queijos de média maturação.

 O nome “Âmbar” remete à ideia de preciosidade, alinhado à identidade da Velho Pitta, que nomeia seus queijos como se fossem pedras raras — um reflexo do cuidado artesanal e da valorização de cada etapa do processo. O queijo conquistou importantes reconhecimentos, como a medalha de ouro na Expoqueijo 2023, em Araxá, e a prata no Mundial do Queijo 2024, em São Paulo, confirmando seu destaque entre os queijos artesanais brasileiros de leite cru. A queijaria faz parte do programa ATeG, do Senar/MG, que oferece suporte técnico e gerencial a produtores e tem contribuído para o aprimoramento constante da qualidade.

 Com sua personalidade equilibrada e aromas elegantes, o Queijo Âmbar é uma escolha versátil, que brilha tanto em tábuas de degustação quanto em receitas elaboradas. Harmoniza bem com vinhos tintos leves ou médios e com cervejas artesanais de perfil mais suave, além de combinar de forma deliciosa com pães rústicos, frutas secas e geleias cítricas, como a de laranja, que ressaltam seu perfil frutado e amendoado.

Meia Cura – Queijaria Di Capre

A Queijaria Di Capre (Itanhandu/MG), está estabelecida nas terras altas da Serra da Mantiqueira, e se consolidou como uma referência nacional na produção artesanal de queijos de cabra. A iniciativa nasceu em 2020, em meio à pandemia, quando os produtores Júlio César Cunha de Sousa e sua esposa Iracema decidiram transformar a criação de cabras em um projeto de valor agregado, cuidando de cada etapa para garantir qualidade constante. O manejo do rebanho segue práticas rigorosas: alimentação controlada, bem-estar animal e ordenha diária que preserva a pureza e o frescor do leite, garantindo a base para queijos de personalidades distintas. As cabras, de raça Saanen são selecionadas para alta produção e qualidade láctea, criadas em ambiente arejado e com manejo atento, resultando em leite limpo, aromático e ideal para múltiplos estilos de queijos.

A Di Capre produz desde queijos frescos, como Boursin e Feta, até maturados mais complexos, entre eles Camembert, Ubriaco e versões que remetem a estilos europeus reinterpretados com o terroir da Mantiqueira. O cuidado em cada fase se reflete em sabores equilibrados, texturas bem definidas e perfis aromáticos que demonstram domínio técnico e sensibilidade artesanal. Esse trabalho consistente rapidamente rendeu reconhecimento: a queijaria acumulou medalhas em edições do Prêmio Queijo Brasil, destacando-se entre produtores nacionais e reforçando a competência da marca no universo dos queijos de cabra.

O queijo meia cura tem como inspiração o Caprino Romano, mas com todo o toque do produtor o que torna este queijo uma fonte de refrescância para dias ensolarados e acompanhado de bebidas frescas e geladas. Com massa quebradiça e salinidade presente a textura em boca é amanteigada e persistente. Será um ótimo acompanhamento para salada de folhas mel e figo

Acompanhamentos

Para completar, a gente ainda mandou um Café Brunelli e uma geleia de tomate com manjericão da Me Lambuzei!.

Receita: French Toast com queijo Estação

Ingredientes

Para fazer 4 fatias, você vai precisar de:

  • 2 ovos grandes

  • 250 ml de creme de leite

  • Sal e pimenta a gosto

  • Pimenta preta (opcional)

  • 2 colheres de sopa de salsa muito bem picada

  • 50 g queijo Estação finamente ralado

  • 4 fatias de pão de fermentação natural

  • 20 g de manteiga

  • 1 colher de sopa de azeite

  • Cobertura de sua preferência (por exemplo, burrata e presunto)

Preparo

Bata os ovos, o creme de leite, o sal, a pimenta e os flocos de pimenta (opcional). Incorpore a salsa picada e o Estação ralado. Transfira a mistura para um prato e mergulhe as fatias de pão de fermentação natural, virando-as até ficarem bem embebidas.

Aqueça a manteiga e o óleo vegetal em uma frigideira grande em fogo médio-alto. Adicione o pão embebido e frite, em lotes, até dourar, cerca de 2 minutos de cada lado.

Decore com a cobertura de sua preferência, como burrata e presunto. Bom apetite!

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