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fevereiro 2026

Continuamos nossa jornada sensorial pelas montanhas mineiras, celebrando o reconhecimento internacional e a delicadeza de queijarias que transformam leite em poesia.

O Diamante Negro, da Queijaria Pedra do Segredo, nasce em Alagoa, no sul de Minas, e carrega um feito histórico: foi o primeiro queijo brasileiro a conquistar o Super Ouro na ExpoQueijo Brasil, em Araxá. Com mais de 60 dias de maturação, tem massa firme, sabor intenso e profundo, ideal para ser servido em lascas, com mel mais intenso, frutas secas ou castanhas.
O Dona Cida, da Queijaria Dom Carmelo, vem da Fazenda Capoeira Grande, em Itamonte, e traz afeto já no nome. Um queijo de meia cura, inspirado nas receitas caseiras mineiras, com textura muito macia e sabor equilibrado, perfeito tanto para o dia a dia quanto para tábuas especiais, com mel, geleias, frutas ou vinhos leves.
O Pérola da Mantiqueira, da Di Capre, nasce do cuidado com o leite de cabra e da inspiração em clássicos franceses. Extremamente cremoso, fresco e delicado, pede harmonizações leves, como vinhos brancos jovens, espumantes brut ou cervejas refrescantes.
Para completar, o La Bella, novidade da Perroni Queijos, surpreende pela textura extremamente macia e leve dulçor. Vai muito bem com bebidas amadeiradas ou derretido no sanduíche.

Conheça os queijos desta edição

Queijo Alagoa Diamante Negro – Pedra do Segredo

O queijo Pedra do Segredo, produzido pela Queijaria Pedra do Segredo na pequena cidade de Alagoa, no sul de Minas Gerais, entrou para a história ao conquistar o Prêmio Super Ouro na ExpoQueijo Brasil – Araxá International Cheese Awards 2025, considerada uma das mais importantes competições de queijos artesanais das Américas e referência internacional no setor.

Na edição de 2025, mais de mil amostras de queijos de 16 países foram avaliadas por um júri de especialistas, e o Pedra do Segredo foi eleito o melhor queijo da competição, alcançando a maior pontuação na categoria destinada a queijos de leite cru, casca lisa e/ou lavada, com mais de 180 dias de maturação. Esse feito teve um peso histórico porque nenhum queijo brasileiro havia conquistado o Super Ouro nas edições anteriores da ExpoQueijo, nas quais tradicionalmente competidores da Europa e da América Latina ocupavam esse posto de destaque.

Com massa dura, persistente em boca, o queijo Pedra do Segredo apresenta cristais de tirosina, que é um sinal de maturação avançada formados naturalmente durante a decomposição das proteínas em aminoácidos.

O Diamante Negro é um queijo de sabor intenso e grande complexidade, resultado de uma longa maturação que concentra aromas e aprofunda sua estrutura. Na harmonização, ele pede bebidas e acompanhamentos capazes de acompanhar sua potência sem perder elegância. Vinhos tintos de médio a alto corpo, como um Chianti, um Barolo jovem ou mesmo um Cabernet Sauvignon mais equilibrado, funcionam muito bem, assim como vinhos brancos estruturados, a exemplo de um Chardonnay com passagem por madeira. Espumantes brut também são excelentes aliados, pois a acidez e a efervescência ajudam a limpar o paladar entre as mordidas. Entre as cervejas, estilos como IPA mais maltada ou Belgian Tripel criam contrastes interessantes. À mesa, o Diamante Negro brilha quando servido em lascas, acompanhado de frutas secas, castanhas, mel de boa intensidade ou mesmo um fio de aceto balsâmico envelhecido, valorizando ainda mais sua profundidade de sabor.

Dona Cida – Dom Carmelo

O queijo Dona Cida é produzido pela Queijaria Dom Carmelo, uma queijaria de origem familiar localizada na Fazenda Capoeira Grande, em Itamonte, na Serra da Mantiqueira, sul de Minas Gerais. A Dom Carmelo é conduzida com foco na tradição familiar, respeito à terra e ao bem-estar animal, produzindo queijos artesanais com leite fresco da própria fazenda e seguindo rigorosos padrões de qualidade sob inspeção municipal, o que garante identidade, sabor e autenticidade aos seus produtos.

Dona Cida é um queijo de meia cura criado em homenagem à mãe dos fundadores da queijaria, um símbolo de afeto e memória que busca trazer para a mesa o sabor das receitas caseiras mineiras. Produzido com leite termizado, coalho, sal e um blend exclusivo de bactérias lácteas, esse queijo apresenta aroma lácteo com acidez presente, textura macia e cremosa e um sabor equilibrado, tornando-o versátil tanto para o consumo cotidiano quanto para compor tábuas e pratos mais elaborados. No evento ExpoQueijo Brasil em Araxá, o queijo Dona Cida também foi reconhecido com medalha de bronze na categoria de queijos de leite pasteurizado com casca lisa maturados de 61 a 90 dias, reforçando sua qualidade e aceitação entre especialistas do setor.

Esse queijo se mostra versátil, pois sua cremosidade e sabor equilibrado permitem harmonizações com vinhos brancos ou tintos leves, cervejas claras ou âmbar, além de acompanhamentos como mel, geleias artesanais e frutas frescas ou secas, criando combinações que realçam tanto sua suavidade quanto sua personalidade caseira e afetiva.

Queijo Pérola da Mantiqueira – Di Capre

O queijo Boursin nasceu na Normandia, em 1957, a partir da releitura de uma tradição camponesa francesa que misturava queijos frescos com alho, ervas e especiarias para consumo imediato. Criado por François Boursin, esse queijo de massa fresca e extremamente cremosa conquistou rapidamente espaço na gastronomia por unir delicadeza, frescor e aroma marcante. Produzido a partir de leite pasteurizado, sem passagem por maturação, o Boursin valoriza a pureza do leite e o equilíbrio entre acidez marcante, untuosidade e temperos bem integrados, tornando-se referência mundial no estilo de queijos frescos aromatizados.

É justamente nessa inspiração que a Queijaria Di Capre, localizada em Itanhandu, no sul de Minas Gerais, constrói sua identidade. A Di Capre nasceu com o propósito de valorizar o leite de cabra de alta qualidade, obtido a partir de um manejo cuidadoso, que prioriza o bem-estar animal, a alimentação controlada e a rastreabilidade de todo o processo produtivo. O respeito ao tempo, à matéria-prima e às boas práticas sanitárias permite que os queijos expressem um perfil sensorial limpo, elegante e acessível, mesmo para quem está começando a explorar os queijos de leite de cabra.

Assim como o Boursin francês, os queijos frescos da Di Capre apostam na versatilidade gastronômica, sendo pensados para o consumo cotidiano, para tábuas leves ou para aplicações culinárias. A experiência de Júlio resulta em produtos que dialogam com a tradição europeia, mas carregam claramente o terroir mineiro.

O queijo Pérola da Mantiqueira, com sua textura extremamente cremosa e sabor delicado marcado por notas lácteas e herbais, pede harmonizações que valorizem o frescor e não sobreponham sua sutileza. Vinhos brancos leves e aromáticos, como Sauvignon Blanc ou um Chardonnay jovem sem madeira, são escolhas naturais, pois a acidez ajuda a equilibrar a untuosidade do queijo. Espumantes brut também funcionam muito bem, trazendo vivacidade ao conjunto. Entre as cervejas, estilos leves e refrescantes, como witbier ou blonde ale, criam uma combinação harmoniosa. À mesa, o Pérola da Mantiqueira combina especialmente com pães neutros, torradas, crackers e vegetais crus, podendo ainda ser acompanhado por azeites suaves ou mel delicado, que realçam sua cremosidade sem mascarar seus aromas. Na salada traz a refrescância necessária para esses dias de mais calor.

La Bella – Perroni Queijos

Da adaptação de um queijo tradicional da Mantiqueira, nasce um queijo autoral que surpreende pela estrutura complexa e ao mesmo tempo cativante.

A produção dos queijos pela Perroni é feita exclusivamente por mulheres que herdaram a habilidade do importante queijeiro da Mantiqueira, Sr. Zizo.

Isabella Perroni é a responsável pela adaptação do queijo meia cura produzido há tempos pela queijaria. A simples mudança de forma – aumentando de 500g para 1kg – foi capaz de produzir um queijo macio, com olhaduras propiônicas naturais, sabor leve e uma textura bastante aveludada.

Esta versão, maturada por aproximadamente 60 dias traz notas adocicadas, acastanhadas, acompanhada de uma maciez que deve ser apreciada em uma bela tábua servida com castanha de caju, amêndoa, mel e frutas secas. Se quiser deixar seu sanduíche muito mais cremoso sem que o queijo prevaleça em relação aos outros ingredientes, não deixe de usar o La Bella que vai oferecer um derretimento bem mais denso.

Acompanhamentos

Para completar, o kit deste mês acompanha uma espátula da Cura e uma geleia da Provençal.

Receita: Salada refrescante de pepino, uva verde e Pérola da Mantiqueira

Ingredientes

Para 2 ou 3 pssoas

  • 1 pepino japonês fatiado bem fino
  • 1 xícara de uvas verdes sem sementes, cortadas ao meio
  • 1 punhado generoso de rúcula ou folhas baby
  • 1 Pérola da Mantiqueira
  • 1 colher de sopa de hortelã fresca picada
  • 1 colher de sopa de cebolinha picada
  • Nozes ou castanhas levemente tostadas (opcional, para crocância)

Molho

  • Suco de ½ limão siciliano
  • 3 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto

Preparo

  1. Em uma travessa, espalhe as folhas verdes.
  2. Distribua o pepino e as uvas por cima.
  3. Quebre o boursin em pedaços rústicos e coloque delicadamente sobre a salada.
  4. Finalize com hortelã, cebolinha e as castanhas.
  5. Misture os ingredientes do molho, regue a salada e ajuste o sal na hora de servir.

Dica: sirva bem gelada. Se quiser elevar ainda mais, acrescente raspas de limão siciliano ou um fiozinho de mel para um contraste agridoce delicioso.

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